Artigos sobre nudez natural, não erótica.

Os meus artigos, ilustrados com fotografias, em favor da nudez natural e pelo fim do pudor:

Nudez e vergonha do corpo: aqui. (É o campeão de acessos.).

A favor da nudez: aqui.

Nu na rua. Código Penal arcaico: aqui. (Em que demonstro que, no Brasil, NÃO É PROIBIDO ANDAR NU NA RUA.).

As mamas as vento (“topless”) em público NÃO constituem crime de ato obsceno. Onde o homem pode expor o tórax, a mulher pode fazer o mesmo, decidiu o TJ de SP: aqui.

Abricó, praia nudista: aqui.

Mamas ao vento e pênis à mostra: aqui.

A nudez é inocente: aqui.

Chispada: aqui.

Teologia da nudez (em que examino a nudez, o “pecado original”, a nudez de 3 profetas e a atitude de Cristo em relação à nudez,  simpaticamente à nudez). (A minha condição de ateu e de jamais cristão não é contraditória com a minha teologia da nudez, que não pressupõe nem ser cristão nem crente em Jeová. Ela demonstra o quão parcial o cristianismo ortodoxo é, quanto à nudez e ao corpo e que é possível hermenêutica alternativa). Em 3 partes, ilustradas:

Primeira parte, na edição 175. Definição de nudismo; deus quis a nudez; o pecado original não foi erótico: aqui.

Segunda parte, na edição 176. O pecado original foi de desobediência; pecado é recusar a obra divina; Isaías, Miquéias e Saul nus; a nudez em Cristo; opiniões de autoridades cristãs em prol da nudez: aqui.

Terceira parte, na edição 177. Origem histórica, persa e cristã, da gimnofobia e do pudor: aqui.

Envergonhar-se do corpo é obrigatório? Divertido sermão nudista. aqui.

Homens que, nos vestiários de academias, entram no chuveiro de cueca e deles se restiram de cueca. Pudor ridículo (parece convento) de curitibanos e não só: aqui.

Minha carta à ministra dos Direitos Humanos, em prol do nudismo, do monoquini e da revogação do artigo 233 do Código Penal: carta-a-ministra-dos-direitos-humanos.

Os fotógrafos e as fotografias de nus em público. Trecho de epístola ao comandante da PM de SP:aqui.

No Jornal Olho Nu há artigos meus nos números 159, 165, 166,168,169, 175, 170 (duas vezes), 175, 176, 177, 178, 180, 182.

Ética do corpo livre: aqui.

Jornal Olho Nu, 178, de setembro de 2015: análise do livro “O nu ao ar livre” aqui.

A arte, no Brasil, ainda é gimnofóbica. O brasileiro não representa o nu, notadamente masculino, ao passo que na Grécia e em Roma antigas, nos E.U.A. e na Europa atuais, o nu masculino é comuníssimo. Vide aqui coleção abundantíssima de nus masculinos, demonstração do quanto o brasileiro ainda é preconceituoso e caretíssimo. Vide aqui outro sítio de pintura de nus na arte (masculinos e femininos). O art. 233 do Código Penal pune fazer, ter, adquirir desenho, pintura, estampa obsceno. A arte com nu é obscena ? Está na hora de revogarem-se os artigos 233 e 234 do Código Penal.

Vide aqui repertório de lindíssimas fotografias de  nus masculinos.

Filmagem de nu no metrô de Berlim aqui.

Por que, nas piscinas, os nadadores devem usar tanguinhas minúsculas? Nos E.U.A. , antes da caretização religiosa, nadavam nus. Veja aqui.

Fotografias de  nudez natural, em público, na Europa, aqui.

Sítio de fotografias de pinturas, desenhos e esculturas de nudez frontal masculina aqui.

Cinema nudista: aqui.

Vídeo. Visita do casal aos amigos nudistas. Para “melhorar o seu inglês”: aqui.

Pudor nos EE. UU. AA. e liberdade de nudez na Europa. Curtíssima metragem: aqui.

Resenha de “Pureza”, de Nelci Pereira de Sousa, livro adamita (nudismo cristão), de conteúdo altamente humanista e ótimo: aqui.

Projeto fotográfico brasileiro, de Hugo Godinho aqui.

Desenhos brasileiros de nus, de Fábio Lopes aqui.

Projeto fotográfico de Hugo Carmesin. Adesões à publicação do livro “Nu Cenário” aqui.

Snaps fanzine, revista de nudez masculina natural: aqui.

Viva Calígula, repertório de fotografias de nudez não erótica (em que figuro eu, em ensaio nudista):  aqui.

Reportagem sobre revistas de nudez natural, brasileiras: aqui.

“Eu escolhi você”, de Clarice Falcão, com imagens de nudez natural (no Vímeo): aqui.   Minha análise do clipe :eu-escolhi-voce-de-clarice-falcao-pdf

Testemunho de Adriano Facioli, acerca da sua experiência nudista: adriano-facioli-testemunho.

Filme de Antonio da Silva, “Poesia no pênis”: aqui.

“Le banquet d`Auteil”: dramaturgia com nudez. Vide a partir do quadragésimo nono minuto: aqui.

Há fotografias de nudez natural na Europa e EE.UU.AA, inclusivamente das escolas nudistas.

Se gostou da idéia, divulgue-a. A idéia é a de erradicar a vergonha do corpo, a de que há partes inerentemente obscenas (pênis, mamas, nádegas) no corpo, que devem ser ocultadas. A idéia é a de que todas as partes do corpo são dignas e apresentáveis e que não faz sentido o pudor como vergonha do corpo. A idéia é a de que a nudez natural é diferente de nudez sexual e de que a malícia está no pensamento do malicioso.

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Curitibanos-curitibocas.

Neste blogue, abaixo, “O curitibóca” (descrição e julgamento do próprio); “Cura-curitibóca” (terapia em sete lições) e “Bestiário do curitibóca ou exemplos da babaquice”.

Leia “O curitibóca” aqui.

Leia o Cura-curitibóca em oito lições aqui. Se você é curitibano, sugiro-lhe que leia, por primeiro, a oitava lição.

Leia o “Bestiário do curitibóca ou exemplos da babaquice” aqui.

Leia análises de outros autores, de Curitiba e forasteiros, sobre o etos e o patos do curitibano: O curitiboca. Alguns testemunhos.

 

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Alfabéticos.

                                                         ALFABETO NA BALADA.

                                                           Arthur Virmond de Lacerda Neto.

5.III.2017.

A sou eu;

B namorava Mateus,

C, conhecia-o de privança,

D usava bonete

E usava chapéu,

F andava em cabelo,

G cobria-se com barrete,

H usava pulseiras,

I portava pingente,

J desviou o rosto quando nele reparei,

K sorriu-me e acenou-me ao ver-me,

L abraçou-me com efusão,

M correspondeu-me ao cumprimento com frieza

N supreendeu-se ao se me deparar,

O esgueirava-se por entre a gente,

P empurrava a outrem se sem esgueirar,

Q era álacre com todo o povo,

R tinha cabelos pintados de escarlate,

S usava belas melenas e banda,

T, dele esquivei-me,

U supôs-me catarinense,

V perguntou-me se sou brasileiro,

W surpreendeu-se ao saber-me professor,

X pediu-me cigarro que não tinha eu, por não fumar,

Y enfezou-se comigo quando esbarrei nele, ao me empurrarem,

Z beijou-me, e ainda bem: mais letra não há e se não fora ele, não seria ninguém. 

27 bebeu etílicos,

28 bebeu etílicos demais,

29 bebeu etílicos ainda mais,

30 vomitou,

31 dormiu, alcoolizado,

32 beijou dois em simultâneo,

33 trajava-se excentricamente,

34 bailava,

35 cantava,

36 deitou-me olhares,

37 levava-me olhares,

38 beijou bocalmente 39

39 entregou-se voluptuosamente a 38,

40 era mulher e beijou outra,

41 tinha cabelos nacarados,

42 fingiu desconhecer-me (era curitibano),

43 fitou-me e não me cumprimentou (outro curitibano),

44 ouviu-me frases sedutoras,

45 deixou-se-me seduzir,

46 pediu-me bebida e neguei-lha

47 pediu-me água e dei-lha,

48 pousou a cabeça no meu peito,

49 agregou-me à sua camarilha de amigos, para que me não quedasse só,

50 indagou-me se não bebo etílicos e respondi-lhe que só água,

51 reputou elogiável que senhor da minha idade andasse em balada juvenil,

52 perguntou-me se sou hetero ou homo,

53 indagou-me o mesmo,

54 foi igual ao anterior,

55 inspirou-me o poema “Zeus cristão”,

56 é-me vizinho e simpático,

57 é-me vizinho e antipático,

58 engordou,

59 usava bermudas curtas, em voga,

60 usava barba,

61 também,

62 também,

63 também,

64 declarou-se hetero,

65 esbarrou em mim e pediu-me desculpas,

66 fez o mesmo a outrem,

67 era viraga,

68 era efeminado,

69 abraçou-me (e outros também)

70 encantou-se por mim,

71 reconheceu-me e, por não saber quem eu era, não me veio  falar,

72, com ele palestrara pelo Facebook e lá o conheci presencialmente,

73 por pouco não foi residir comigo,

74 indagou-me a minha idade,

75 foi-me aluno e não me falou,

76, confundi-o com um amigo,

77 reagiu-me com frieza quando o cumprimentei,

78 esquivou-se de mim por duas vezes,

79 pareceu-me entristecido e tive-lhe dó,

80 disse-me que tenho sotaque diferente,

81 inquiriu-me se sou docente,

82 estava duvidoso se era homo ou hetero e esclareci-lhe,

83 a ele, falei-lhe de antepassados e ele nada percebeu,

84 a ela, disse-lhe quem me odeia e porquê,

85 era introvertida por demais e confirmou-me ser curitibana,

86 a ele, falei-lhe e ignorou-me, pelo que concluí ser curitibano,

87 era futilíssimo e do norte do Paraná,

88 com realismo dizia que, de alguns,“se juntar dois,  não dá um”,

89 era de Cascavel e amistoso; sobre curitibanos falamos,

90 era igual ao anterior e desejou-me,

91 era igual aos dois anteriores e desejei-o,
92 era fusco, insinuei-me, ele sorriu-me largamente e foi-me a pérola do dia.

Andava tudo feliz e alegre, com liberdade sem medo.

Assim folgavamos, assim nos entretinhamos e assim gozavamos a vida em folguedo.

(Todas as situações são verdadeiras e ocorreram no bar do Simão, em Curitiba.).

 

              LETRAS ENIGMÁTICAS.

22.VI.2017.
A interessou-se por B, que se interessou por C, que lhe confessou diferentes gostos; D interessou-se por B, que lhe foi recíproco.
A e C são simpáticos; B, nem sempre o é, em funções, contudo, pessoalmente, sabe sê-lo.
B terá (já as tem) boas lembranças de A, C e D (de outras letras, também).
D desconhece A e C; deita elogios a B. Quiçá, um dia, ande tudo junto e tudo amigo (com outras letras, também ?): formariam seqüência: A, B, C, D.
Assim o fora, e teria B pequena alegria, a da convivência com quem a quem estima. É-lhe devaneio – devanear com o que inspira e alegra é saudável excogitar e feliz meditar.
Mais não digo. Não em público.

(Para os curiosos: B, sou eu, Arthur. A, C e D, existem.).

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Elogio da mesóclise.

                                                      Elogio da mesóclise.

Arthur Virmond de Lacerda Neto.

21.VII.2017.

A mesóclise é recurso útil do idioma, usável por qualquer pessoa que a conheça, que a queira usar e que zele pela norma culta. O seu uso não “exclui” ninguém, não dificulta a ninguém o acesso à comunicação: basta entender-lhe o funcionamento, aliás, bastante singelo e fácil.

Sim, a mesóclise é de fáceis entendimento e uso. É facílimo intercalar o pronome no verbo, operação de que qualquer pessoa torna-se capaz, uma vez que a aprenda e que treine fazê-lo: aprendê-la e treinar-lhe o emprego são fáceis, ao alcance de qualquer indivíduo de inteligência normal e que, no meu tempo de estudante, aprendia-se com onze anos de idade. As crianças aprendiam a mesóclise. Não, ela não é difícil: é fácil.

Talvez pareça difícil para quem a ignora e se lhe depara; para quem lhe resiste ao uso; para quem está acostumado ao coloquial e não se esforça por transcendê-lo; para o desmazelado, para o preguiçoso; para quem alega a sua pretendida dificuldade como pretexto para criticá-la.

A norma culta, a que a mesóclise pertence, não segrega. Ao contrário, ela permite o acesso à alta cultura, de que é depositária a literatura, em sentido amplo e elevado, e de que a leitura constitui meio privilegiado de contacto. Por meio da leitura de bons livros, revistas, artigos, acede-se ao saber. Por outro lado, o desconhecimento da norma culta (e, nele, o desdém pela mesóclise) não integra, porém segrega, da alta cultura, o apedeuta, porquanto a dificuldade de entender textos redigidos em padrão elevado ou discursos proferidos em igual condição, dificulta-lhe a cognição dos respectivos conteúdos e limita-lhe a inteligência ao quanto, falado ou escrito, encontra-se ao nível do seu raso nível.

Beleza e recurso da língua portuguesa, o brasileiro desaprendeu a mesóclise, por conta do péssimo ensino do idioma e de doutrinas transmissoras do desprezo pela norma culta, como (alegadamente) instrumento de dominação de classes. A norma culta representa veículo de integração de pessoas, à cultura, em senso amplo e elevado, que o conhecimento apenas coloquial do idioma dificulta ou, no limite, impede. Por isto, saber o idioma com riqueza e rigor, é pessoalmente vantajoso e socialmente valioso: vale mais pessoa instruída do que o seu contrário, vale mais coletividade de indivíduos esclarecidos do que o seu oposto. Valer, aqui, equivale a deter mais conhecimento, mais discernimento, ser capaz de aceder a novos saberes e de compreender, competentemente, o quanto se lê e ouve. Ler, ouvir, e entender o que se lê e ouve, é valioso pessoal e socialmente: pessoalmente, o leitor e o ouvinte capaz aprende mais e aprimora-se como pessoa; socialmente, povo instruído tende a ser mais sofisticado em termos de etos e, portanto, melhor nas suas relações humanas, no seu discernimento político, nas suas atitudes, preferências, reações.

A mesóclise vale como regra de sintaxe, como elemento de correção gramatical, como conhecimento do idioma, como recurso disponível aos seus usuários. Vale mais: vale como símbolo do apreço pela alta cultura, pelo amor ao saber. Vale como emblema do desenvolvimento dos povos.

Julga que exagero, que há afinidade ilusória entre sutileza gramatical e a condição de vida de um povo ? Porém ela existe: é pelo ensino do idioma na sua forma augusta, pela sua valorização e pelo seu uso, que se propicia ao comum do povo, ao homem mediano, o instrumento da aquisição de conhecimentos registrados no padrão culto do idioma. Quem domina o superior, acede também ao inferior, porém a recíproca não se confirma: o cultivado lê (talvez desagrado) e entende o texto simplório, porém ao bronco repugna o texto de padrão superior, à conta da penúria do seu domínio do vernáculo. Quem domina, a sério e com qualidade, o seu idioma, capacita-se, ipso facto, a elevar-se em conhecimento; quem não o domina-se, fada-se a, sub-capacitado no idioma, manter-se ignaro em geral (vulgo “burro”.).

O incapaz de inteligir textos de sofisticação além do rasteiro, restringe sensivelmente a sua capacidade de perceber o meio em que vive, do que resultam conseqüências também diretamente políticas: pessoa culta e instruída é pessoa tendencialmente apta a avaliar da situação econômica, social, política, em que vive. Pessoa inculta é pessoa facilmente impressionável e manipulável.

Ensine-se a norma culta, na sua generalidade (e a mesóclise) e o povo compreender-lhe-á o uso e quem as usa.

Mutável, a língua detém recursos usados no passado e usáveis no presente. A mesóclise ela existe e pode ser usada. Não há uso seu, desnecessário, inatual; o seu uso não constitui anacronismo. Ao contrário: ele é cabível, possível, atual, presente, enriquecedor, como forma de comunicação, como recurso estético.

Ainda que aplicar a mesóclise representasse “culto do passado”, é legítimo manter-se, de qualquer componente do pretério, o bom e o útil. Recusar, dele, o bom e o útil, é empobrecedor, ao menos no caso do idioma.

Demais, o discurso de ser passadista a mesóclise pode inibir quem pretenda usá-la, a despeito de ser-lhe, o uso, perfeitamente legítimo. É como se empregá-la equivalesse a “mau costume” idiomático ou ao “politicamente incorreto”: nem um, nem outro, porém é mau critério idiomático censurar, a troco de passadismo, de adesão política ou seja lá do que for, algum recurso do idioma, cujos conhecimento e uso possibilitam mais comunicação e mais estética.

Em décadas recentes, no Brasil, corria mais a mesóclise do que no presente: é sintoma, mais um, de que as gerações mais novas desaprenderam o idioma; de que se degenerou (e como!) o ensino do idioma e a qualidade com que se fala e escreve, mesmo o público aliteratado e acadêmico (há teses, dissertações, artigos, monografias, de pós-doutores, doutores, mestres, professores, estudantes, mal redigidos; quase tudo quanto se traduz, no Brasil, desde cerca de 1980, é ruim.).

A língua é viva e se empobrece, depaupera-se, em detrimento dos seus usuários, quando alguns hostilizam-lhe recursos seus, legítimos, e privam, por constrangimento moral ou (pior) por ensinança escolar, os outros, de meios de comunicação de que o idioma dispõe. No fundo, no combate à mesóclise manifesta-se a preferência pelo fácil, pelo rasteiro, bem como a desvalorização do idioma, males que urge contrariar.

Para rematar com fecho fácil e até pueril: a mesóclise, dantes correntia, usá-la-emos, prestigiá-la-emos, a ela afazer-nos-emos; de tanto usarmo-la, tornar-se-nos-á familiar ao ponto em que, quando a ela houvermo-nos habituado, sentir-lhe-emos a falta quando alguém dela se privar e nos privar. Conheçamo-la, aplique-mo-la: mais beleza e graça conferir-se-á ao que se disser e redigir.

 

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Antonio Chalbaud Biscaia.

Antonio Chalbaud Biscaia (Curitiba, 1909 – Curitiba, 1982) foi homem público e literato. Em moço, poetou, redigiu contos, uma opereta; traduziu contos (do espanhol), cujas traduções publicou a revista católica Ave Maria, em que também publicou alguns editoriais.

Exerceu os cargos de secretário de Estado da Agricultura, e Viação e Obras Públicas; Procurador-Geral de Justiça, Procurador-Geral do Estado; lecionou Direito Comercial na PUC Pr e, interinamente, na UFPr.

Em dois volumes de cerca de 700 páginas, publiquei-lhe notícia biográfica e a sua produção literária de juventude, em “Juvenília de Antonio Chalbaud Biscaia”, em dois volumes.

Hoje, no que lhe seria o centésimo oitavo natalício (12 de junho de 2017), disponho o prólogo de “Juvenília”, vol. 2, o seu sumário, a nota biográfica de Antonio e a descrição da sua juvenília, aqui: Antonio Chalbaud Biscaia. Nota bio-bibliográfica.

 

Antonio e Odette

Odette Castellano Biscaia e Antonio Chalbaud Biscaia (noivos ou já casados, cerca de 1932, em Curitiba.).

 

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Quem é “VIRMOND, A.” nos livros de Gustavo Biscaia de Lacerda

Quem é “VIRMOND, A.” nos livros de Gustavo Biscaia de Lacerda.

Arthur Virmond de Lacerda Neto.

Acha-se, disponível na rede, desde 2011, uma tese de doutoramento aprovada na Universidade Federal de Santa Catarina, intitulada (com mau gosto) “Momento comtiano”, relativa ao pensamento do Positivismo de Augusto Comte, em que o autor, Gustavo Biscaia de Lacerda,  menciona, no texto e na bibliografia, “VIRMOND, A.”.

A. Virmond sou eu, de nome completo Arthur Virmond de Lacerda Neto, que deveria haver sido mencionado da forma academicamente correta, ou seja, “LACERDA NETO, A. V. de”.

O já agora professor pós-doutor Gustavo é meu irmão germano (somos filhos dos mesmos pai e mãe) e, obviamente, conhece-me o nome completo e as regras acadêmicas de citação de autores, que seguiu corretamente em relação a todos os que cita, exceto no que me concerne. Sou o único autor cujo nome ele elidiu, parcialmente, para ocultar o meu segundo sobrenome, Lacerda, e evitar, com isto, que o leitor perceba o parentesco existente entre nós.

Escrevi dois livros que tratam especificamente do Positivismo e outro em que há capítulos sobre ele, a saber: “A república positivista. Teoria e ação no pensamento político de Augusto Comte”, que o autor menciona na sua tese e no seu livro “Laicidade”; “A desinformação anti-Positivista no Brasil”, que Gustavo menciona no seu livro “Laicidade”; “Provocações”, com capítulos acerca do Positivismo, que Gustavo não menciona na sua tese nem em “Laicidade”.

A bibliografia da sua tese omite “A desinformação anti-Positivista no Brasil” e “Provocações”, que ele deveria haver, no mínimo, consultado; se não o fez, deixou de recorrer a livros de que dispunha, quanto mais não fosse porque lhe dei, pessoalmente, um exemplar de “A desinformação anti-positivista no Brasil” que publiquei no mesmo volume em que publiquei a “Pequena história da desinformação”, de Vladimir Volkoff: trata-se de dois livros em um só tomo, de que ele menciona o segundo, na bibliografia.  A quem consultou o de Volkoff é materialmente impossível ignorar a existência de “A desinformação anti-positivista no Brasil”. Na sua tese, ele o ignorou adrede: fingiu desconhecê-lo.

A menção errada do meu nome e a omissão de dois dos meus livros constituem falhas imperdoáveis. Não foram casuais; ao contrário, foram intencionais, no intuito de ocultar o meu nome e parte da minha obra. A atitude do autor da tese constitui falha acadêmica, pelo que ela não poderia, jamais, haver sido aprovada com louvor, como o foi: ao contrário, sem louvor, e com censura pela atitude mesquinha de que ela serviu de instrumento, como veículo de ódio de família que, no seu autor, sobrepujou e ainda sobrepuja a correção acadêmica.

Após a disposição da tese, na rede de computadores, dirigi-me, privadamente e por escrito, a Gustavo. Protestei contra a mutilação do meu nome; em resposta, recebi subterfúgios cínicos. Quando lhe esfreguei na cara a regra da Abnt, concernente à citação dos nomes dos autores, ele calou-se.

Em 2016, Gustavo publicou  “Laicidade na I República Brasileira” (Curitiba, Appris Editora), em cuja página 162 insiste na aleivosia de identificar-me com o meu nome mutilado, a saber, “VIRMOND, A.”.

O professor pós-doutor Gustavo Biscaia de Lacerda odeia-me ferozmente há, pelo menos, dez anos; recusava-me, com ódio velado, há cerca de vinte, suspeito de que por homofobia internada (“internalizada”).

Em 2016, ele persiste, se não no seu ódio, certamente sim no procedimento soez de ocultar-me a identificação por nome completo e o nosso parentesco, com evidente infração da correção acadêmica (porquanto “Laicidade” foi-lhe texto de pós-doutorado) e da probidade com que menciona as suas fontes, ao menos em relação ao que me toca.

No seu blogue “Filosofia social e Positivismo”, o pós-doutor Gustavo mantém as ligações de vários sítios eletrônicos de interesse positivista, porém não o do meu “Positivismo de Augusto Comte” (https://positivismodeacomte.wordpress.com/).

Cada um julgue do valor moral e da lisura acadêmica com que o professor pós-doutor Gustavo Biscaia de Lacerda me vota ódio e com que elide ao público, nas suas obras, a minha identificação. Ele sonega aos seus leitores informação que lhe era acadêmica e intelectualmente obrigatório propiciar-lhes; ele desinforma-os.

Cada um julgue se ele procedeu com probidade acadêmica e lisura intelectual ou se atuou com inegável desonestidade acadêmica e intelectual.

Pergunto: há probidade ou improbidade em sonegar, deliberadamente, em parte, o nome de autor que cita em nota de rodapé e na bibliografia, em tese de doutorado e em texto de pós-doutorado, acessíveis ao público, nome que ele obviamente conhece, por inteiro? ? Representa reincidência de improbidade persistir na mutilação do meu nome (em livro de 2016), a despeito do meu protesto, em 2011, e ainda que eu não houvesse protestado ? ? Ou ele foi probo, honesto, correto, moral acadêmica e intelectualmente, ao mutilar o meu nome, cujo enunciado obviamente conhece e cuja enunciação como “LACERDA NETO. A. V. de” era-lhe imperiosa, academicamente  e por lisura intelectual ? ?

Não se trata, da minha parte, de mera vaidade ferida por descuido do pós-doutor. Academicamente, a menção correta dos autores é forçosa: o pós-doutor jamais incorreria em tal desatenção de boa-fé.

Não se trata de questão de somenos, de meros sobrenomes, de picuinha de autor enfatuado: trata-se do intencional, deliberado, consciente obscurecimento da minha pessoa, da vinculação dela aos meus livros e do parentesco existente entre mim e Gustavo. Como “VIRMOND, A.”, não sou eu; não sou o autor dos meus livros e não sou irmão de Gustavo. Eu sou eu, bibliograficamente, como “LACERDA NETO, A. V. de”: desta forma, academicamente correta, o meu nome corresponde-me à pessoa; somente ela identifica-me, realmente, como autor dos meus livros; por ela, nota-se a coincidência de sobrenomes entre mim e o pós-doutor, o que, por sua vez, suscita, no mínimo, suspeita de parentesco entre ambos.

Identificado pela forma como o pós-doutor o fez, é como se eu não fosse eu: “VIRMOND, A.” não é ninguém.  Para o leitor desavisado,  “LACERDA NETO, A. V.  de” e “VIRMOND, A.” são duas pessoas, de que a segunda nenhum parentesco guarda com ele; no meio acadêmico, é indesculpável tal infração das regras da Abnt.

É evidente que qualquer leitor, ao se lhe deparar o nome Arthur Virmond de Lacerda Neto, percebe a coincidência com o Lacerda de Gustavo Biscaia de Lacerda: é esta percepção que o pós-doutor elide, capciosamente. Ele almeja evitar que os seus leitores percebam haver outro Lacerda, autor de livros sobre o Positivismo, e anteriores aos dele; deseja evitar a pergunta, no espírito do leitor: “Qual é o parentesco entre ambos?” e a resposta: “São irmãos germanos”.

Ele, que pontifica graças ao Positivismo, talvez insuporte, intimamente, dever-me a mim havê-lo conhecido. Talvez também me inveje, do que suspeito há cerca de vinte anos. Creio que me odeia por homofobia internada (“internalizada”).

 

 

 

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O Brasil não foi colonizado por bandidos.

É (mais um) mito da história do Brasil, o de que fomos colonizados por criminosos, degredados. É falsidade que a sub-informação fez e que a informação desfaz. Aqui propicio mais informação e o desminto.

Tal mito é incutido nas escolas como fato histórico e induz muitos brasileiros a envergonharem-se das suas origens e a desdenharem do seu passado; ele fomenta-lhes complexo de inferioridade com cotejo com outros países (por exemplo: os E. U. A.). Foi repetido, indiretamente, por Eduardo Bueno, superficial e inaceitavelmente incompleto, neste capítulo, na medida em que transmitiu dadas informações parciais e incompletas.

Leia aqui: O Brasil não foi colonizado por bandidos

Publicado em Colonização do Brasil., História luso-brasileira | Deixe um comentário

Poemas (alguma da minha poesia.).

Seleta de poesia homo-afetiva: Poesia homoafetiva seleção.

“Calças coloridas”, poema: calcas-coloridas.

 

Quatro dos meus poemas: “Nós, os ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos.” (Capela dos Ossos, de Évora.); “Pássaro morto”, “Coração disparado”, “Ausente da aula” (por expor).

 

Outros poemas: “Hetero ou Homo”, “Poeta”, “Flechas de Cupido”, “Um anjinho”, “Pica dura ou picadura?”, “Doutor”, Vários anjinhos” (por expor).

 

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Virtudes da colonização do Brasil.

É mito correntio no Brasil, o dos pretendidos malefícios que lhe teria impingido a colonização portuguesa; ele é correlato aos mitos das supostas vantagens das colonizações britânica (se acontecera) e da holandesa (se perdurara).

Nem de longe é consensual a denúncia das maldades da herança colonial portuguesa. Coligi aqui breve mostruário de diversos escritores, em prol da colonização portuguesa e em detrimento das alegadas qualidades das colonizações inglesa e holandesa. Trata-se de miniatura de texto maior, que postarei quando estiver pronto.

Virtudes da colonização do Brasil. Resumo.

 

 

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