Elogio da mesóclise.

                                                      Elogio da mesóclise.

Arthur Virmond de Lacerda Neto.

21.VII.2017.

A mesóclise é recurso útil do idioma, usável por qualquer pessoa que a conheça, que a queira usar e que zele pela norma culta. O seu uso não “exclui” ninguém, não dificulta a ninguém o acesso à comunicação: basta entender-lhe o funcionamento, aliás, bastante singelo e fácil.

Sim, a mesóclise é de fáceis entendimento e uso. É facílimo intercalar o pronome no verbo, operação de que qualquer pessoa torna-se capaz, uma vez que a aprenda e que treine fazê-lo: aprendê-la e treinar-lhe o emprego são fáceis, ao alcance de qualquer indivíduo de inteligência normal e que, no meu tempo de estudante, aprendia-se com onze anos de idade. As crianças aprendiam a mesóclise.

Leia todo o artigo, em PDF, aqui: Elogio da mesóclise.

 

 

 

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Antonio Chalbaud Biscaia.

Antonio Chalbaud [pronuncie “chalbô”] Biscaia (Curitiba, 1909 – Curitiba, 1982) foi homem público e literato. Em moço, poetou, redigiu contos, uma opereta; traduziu contos (do espanhol), cujas traduções publicou a revista católica Ave Maria, em que também publicou alguns editoriais.

Exerceu os cargos de secretário de Estado da Agricultura, e Viação e Obras Públicas; Procurador-Geral de Justiça, Procurador-Geral do Estado; lecionou Direito Comercial na PUC Pr e, interinamente, na UFPr.

Em dois volumes de cerca de 700 páginas, publiquei-lhe notícia biográfica e a sua produção literária de juventude, em “Juvenília de Antonio Chalbaud Biscaia”, em dois volumes.

Hoje, no que lhe seria o centésimo oitavo natalício (12 de junho de 2017), disponho o prólogo de “Juvenília”, vol. 2, o seu sumário, a nota biográfica de Antonio e a descrição da sua juvenília, aqui: Antonio Chalbaud Biscaia. Nota bio-bibliográfica.

Os dois volumes de “Juvenília” revelam o literato que foi e perenizam-lhe a memória e parte da obra.

 

Antonio e Odette

Odette Castellano Biscaia e Antonio Chalbaud Biscaia (noivos ou já casados, cerca de 1932, em Curitiba.).

Juveníia capa.

Juvenília de Antonio Chalbaud Biscaia, 2 volumes ilustrados com, no todo, cerca de 700 páginas.

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Quem é “VIRMOND, A.” nos livros de Gustavo Biscaia de Lacerda

Quem é “VIRMOND, A.” nos livros de Gustavo Biscaia de Lacerda.

Arthur Virmond de Lacerda Neto.

Acha-se, disponível na rede, desde 2011, uma tese de doutoramento aprovada na Universidade Federal de Santa Catarina, intitulada (com mau gosto) “Momento comtiano”, relativa ao pensamento do Positivismo de Augusto Comte, em que o autor, Gustavo Biscaia de Lacerda,  menciona, no texto e na bibliografia, “VIRMOND, A.”.

A. Virmond sou eu, de nome completo Arthur Virmond de Lacerda Neto, que deveria haver sido mencionado da forma academicamente correta, ou seja, “LACERDA NETO, A. V. de”.

O já agora professor pós-doutor Gustavo é meu irmão germano (somos filhos dos mesmos pai e mãe) e, obviamente, conhece-me o nome completo e as regras acadêmicas de citação de autores, que seguiu corretamente em relação a todos os que cita, exceto no que me concerne. Sou o único autor cujo nome ele elidiu, parcialmente, para ocultar o meu segundo sobrenome, Lacerda, e evitar, com isto, que o leitor perceba o parentesco existente entre nós.

Escrevi dois livros que tratam especificamente do Positivismo e outro em que há capítulos sobre ele, a saber: “A república positivista. Teoria e ação no pensamento político de Augusto Comte”, que o autor menciona na sua tese e no seu livro “Laicidade”; “A desinformação anti-Positivista no Brasil”, que Gustavo menciona no seu livro “Laicidade”; “Provocações”, com capítulos acerca do Positivismo, que Gustavo não menciona na sua tese nem em “Laicidade”.

A bibliografia da sua tese omite “A desinformação anti-Positivista no Brasil” e “Provocações”, que ele deveria haver, no mínimo, consultado; se não o fez, deixou de recorrer a livros de que dispunha, quanto mais não fosse porque lhe dei, pessoalmente, um exemplar de “A desinformação anti-positivista no Brasil” que publiquei no mesmo volume em que publiquei a “Pequena história da desinformação”, de Vladimir Volkoff: trata-se de dois livros em um só tomo, de que ele menciona o segundo, na bibliografia.  A quem consultou o de Volkoff é materialmente impossível ignorar a existência de “A desinformação anti-positivista no Brasil”. Na sua tese, ele o ignorou adrede: fingiu desconhecê-lo.

A menção errada do meu nome e a omissão de dois dos meus livros constituem falhas imperdoáveis. Não foram casuais; ao contrário, foram intencionais, no intuito de ocultar o meu nome e parte da minha obra. A atitude do autor da tese constitui falha acadêmica, pelo que ela não poderia, jamais, haver sido aprovada com louvor, como o foi: ao contrário, sem louvor, e com censura pela atitude mesquinha de que ela serviu de instrumento, como veículo de ódio de família que, no seu autor, sobrepujou e ainda sobrepuja a correção acadêmica.

Após a disposição da tese, na rede de computadores, dirigi-me, privadamente e por escrito, a Gustavo. Protestei contra a mutilação do meu nome; em resposta, recebi subterfúgios cínicos. Quando lhe esfreguei na cara a regra da Abnt, concernente à citação dos nomes dos autores, ele calou-se.

Em 2016, Gustavo publicou  “Laicidade na I República Brasileira” (Curitiba, Appris Editora), em cuja página 162 insiste na aleivosia de identificar-me com o meu nome mutilado, a saber, “VIRMOND, A.”.

O professor pós-doutor Gustavo Biscaia de Lacerda odeia-me ferozmente há, pelo menos, dez anos; recusava-me, com ódio velado, há cerca de vinte, suspeito de que por homofobia internada (“internalizada”).

Em 2016, ele persiste, se não no seu ódio, certamente sim no procedimento soez de ocultar-me a identificação por nome completo e o nosso parentesco, com evidente infração da correção acadêmica (porquanto “Laicidade” foi-lhe texto de pós-doutorado) e da probidade com que menciona as suas fontes, ao menos em relação ao que me toca.

No seu blogue “Filosofia social e Positivismo”, o pós-doutor Gustavo mantém as ligações de vários sítios eletrônicos de interesse positivista, porém não o do meu “Positivismo de Augusto Comte” (https://positivismodeacomte.wordpress.com/).

Cada um julgue do valor moral e da lisura acadêmica com que o professor pós-doutor Gustavo Biscaia de Lacerda me vota ódio e com que elide ao público, nas suas obras, a minha identificação. Ele sonega aos seus leitores informação que lhe era acadêmica e intelectualmente obrigatório propiciar-lhes; ele desinforma-os.

Cada um julgue se ele procedeu com probidade acadêmica e lisura intelectual ou se atuou com inegável desonestidade acadêmica e intelectual.

Pergunto: há probidade ou improbidade em sonegar, deliberadamente, em parte, o nome de autor que cita em nota de rodapé e na bibliografia, em tese de doutorado e em texto de pós-doutorado, acessíveis ao público, nome que ele obviamente conhece, por inteiro? ? Representa reincidência de improbidade persistir na mutilação do meu nome (em livro de 2016), a despeito do meu protesto, em 2011, e ainda que eu não houvesse protestado ? ? Ou ele foi probo, honesto, correto, moral acadêmica e intelectualmente, ao mutilar o meu nome, cujo enunciado obviamente conhece e cuja enunciação como “LACERDA NETO. A. V. de” era-lhe imperiosa, academicamente  e por lisura intelectual ? ?

Não se trata, da minha parte, de mera vaidade ferida por descuido do pós-doutor. Academicamente, a menção correta dos autores é forçosa: o pós-doutor jamais incorreria em tal desatenção de boa-fé.

Não se trata de questão de somenos, de meros sobrenomes, de picuinha de autor enfatuado: trata-se do intencional, deliberado, consciente obscurecimento da minha pessoa, da vinculação dela aos meus livros e do parentesco existente entre mim e Gustavo. Como “VIRMOND, A.”, não sou eu; não sou o autor dos meus livros e não sou irmão de Gustavo. Eu sou eu, bibliograficamente, como “LACERDA NETO, A. V. de”: desta forma, academicamente correta, o meu nome corresponde-me à pessoa; somente ela identifica-me, realmente, como autor dos meus livros; por ela, nota-se a coincidência de sobrenomes entre mim e o pós-doutor, o que, por sua vez, suscita, no mínimo, suspeita de parentesco entre ambos.

Identificado pela forma como o pós-doutor o fez, é como se eu não fosse eu: “VIRMOND, A.” não é ninguém.  Para o leitor desavisado,  “LACERDA NETO, A. V.  de” e “VIRMOND, A.” são duas pessoas, de que a segunda nenhum parentesco guarda com ele; no meio acadêmico, é indesculpável tal infração das regras da Abnt.

É evidente que qualquer leitor, ao se lhe deparar o nome Arthur Virmond de Lacerda Neto, percebe a coincidência com o Lacerda de Gustavo Biscaia de Lacerda: é esta percepção que o pós-doutor elide, capciosamente. Ele almeja evitar que os seus leitores percebam haver outro Lacerda, autor de livros sobre o Positivismo, e anteriores aos dele; deseja evitar a pergunta, no espírito do leitor: “Qual é o parentesco entre ambos?” e a resposta: “São irmãos germanos”.

Ele, que pontifica graças ao Positivismo, talvez insuporte, intimamente, dever-me a mim havê-lo conhecido. Talvez também me inveje, do que suspeito há cerca de vinte anos. Creio que me odeia por homofobia internada (“internalizada”).

 

 

 

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O Brasil não foi colonizado por bandidos.

É (mais um) mito da história do Brasil, o de que fomos colonizados por criminosos, degredados. É falsidade que a sub-informação fez e que a informação desfaz. Aqui propicio mais informação e o desminto.

Tal mito é incutido nas escolas como fato histórico e induz muitos brasileiros a envergonharem-se das suas origens e a desdenharem do seu passado; ele fomenta-lhes complexo de inferioridade com cotejo com outros países (por exemplo: os E. U. A.). Foi repetido, indiretamente, por Eduardo Bueno, superficial e inaceitavelmente incompleto, neste capítulo, na medida em que transmitiu dadas informações parciais e incompletas.

Leia aqui: O Brasil não foi colonizado por bandidos

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Poemas (alguma da minha poesia.).

Seleta de poesia homo-afetiva: Poesia homoafetiva seleção.

“Calças coloridas”, poema: calcas-coloridas.

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Parnaso Poético, coletânea de poetas, lançado em 15.7.2017, em Curitiba, de que participei com “Declaração para Rafael” e “Deixe ir e deixe vir”.

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Quatro dos meus poemas: “Nós, os ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos.” (Capela dos Ossos, de Évora.); “Pássaro morto” (por expor).

 

Outros poemas: “Hetero ou Homo”, “Poeta”, “Flechas de Cupido”, “Um anjinho”, “Pica dura ou picadura?”, “Doutor”, Vários anjinhos”, “Coração disparado”, “O professor, o aluno e a prova”, “Ausente da aula”, “Henrique”.

 

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Virtudes da colonização do Brasil.

É mito correntio no Brasil, o dos pretendidos malefícios que lhe teria impingido a colonização portuguesa; ele é correlato aos mitos das supostas vantagens das colonizações britânica (se acontecera) e da holandesa (se perdurara).

Nem de longe é consensual a denúncia das maldades da herança colonial portuguesa. Coligi aqui breve mostruário de diversos escritores, em prol da colonização portuguesa e em detrimento das alegadas qualidades das colonizações inglesa e holandesa. Trata-se de miniatura de texto maior, que postarei quando estiver pronto.

Virtudes da colonização do Brasil. Resumo.

 

 

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deus com minúscula.

É correto grafar-se deus e jamais Deus: 1- “Deus” não é nome próprio, como o são Artur, Miguel, Portugal, Casas Pernambucanas; é substantivo, como casa, céu, livro. O plural de deus é deuses e não Deuses.

2- Os nomes de alguns deuses são Hermes, Diana, Apolo, Alá, Eloim, Javé. Eloim e Javé são os nomes dos dois deuses do Velho Testamento. Dois: há dois deuses no Velho Testamento, que o cristianismo “louva”, juntamente com o deus Jesus e com o deus Espírito Santo, pelo que o cristianismo não é monoteico e sim tetrateico. Entenda quem puder como diabos é que o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sendo três, é um. É o que o cristianismo apelida de “mistério” e que qualifico de estupidez.

3- Os judeus, autores do Velho Testamento, eram politeicos: cultuavam inúmeros deuses. Na narrativa original do Gênesis, o mundo foi criado por “nós” e não por “mim”, ou seja, por vários deuses, malgrado as traduções deliberadamente erradas hajam transformado o plural em singular. Com o transcorrer dos séculos, os deturpadores dos textos vetero-testamentários elidiram as referências ao politeísmo judeu de que, contudo, há vestígios.

O monoteismo judeu (que originou o cristão) foi construído por obra humana (vide “A evolução de deus”, de R. Wright).

Outro vezo é o do pessoal jurídico, que redige Autor, Réu, Requerente, Apelante, Embargado. Nada disto são nomes próprios, pelo que nenhum destes apelativos deve ser escrito com maiúsculas, porém com minúsculas. A maioria dos redatores de textos jurídicos comete este erro, escreve assim por imitação, sem a menor idéia de que erra.

A evolução de deus.Trindade.

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