“Príncipes” do Brasil, Orleans e Bragança. Mistificação.

PRINCIPES DO BRASIL, ORLEANS E BRAGANÇA, ALTEZAS REAIS DO BRASIL. MISTIFICAÇÃO.

Não há linha de sucessão no trono. A monarquia brasileira foi deposta, a dinastia foi extinta, assim como, em outros países, as dinastias terminaram. A dinastia de Orleans e Bragança acabou. Não há direito nato ao trono brasileiro, da parte dos “ilustres” “príncipes”, que são iguais a todos os 180 milhões de brasileiros. Não são príncipes, não são herdeiros de nada, não há coroa real, não há pretendentes.

Na França, por exemplo, houve Valois, Orleans, Bourbons, Bonapartes, dinastias que terminaram. Braganças terminaram. Não há ridículo pior do que se falar em linha sucessória do trono brasileiro, não há títulos de suas altezas reais e imperiais. E se os houvesse, quem garante que seriam melhores, capazes, aptos, dedicados, morais ? Ninguém. Ninguém é melhor por ser trineto, tetraneto, pentaneto do ex-imperador.

Eles não foram abençoados por deus nem portam no seu sangue superioridades morais, intelectuais nem políticas que os tornem naturalmente destinados a reger este país;não são seres naturalmente superiores aos demais nem especialmente dotados de qualidades para tal.

A dinastia acabou. Não há direito natural, inato, em favor de nenhum descendente do ex-imperador , de ser novo imperador, caso se restaure a monarquia no Brasil. Família real= privilégio de família, badalação, vaidade, despesismo.

É próprio da monarquia certo endeusamento dos “príncipes” , como se fossem indivíduos especialmente superiores. E quantos reis estúdidos, ineptos, incapazes, negligentes, despreparados houve ao longo da história…

Países como a Noruega, Suécia, Dinamarca (monárquicos), atualmente ricos, foram pobres, de população miserável por séculos, como o foi a França monarquica, a Alemanha monarquica. E que dizer da monarquica Arábia Saudita, do monarquico Iêmen? Qual é a vantagem verdadeira da monarquia? A de criar uma casta de privilegiados, em que o cargo de chefe de Estado é propriedade de família, a de criar badalação fútil à volta de suas altezas reais e imperiais, a de criar camarilha de apaniguados, a de iludir as pessoas com a propaganda da prosperidade de países europeus que prosperaram graças às políticas que adotaram apesar das suas seculares monarquias ? A de ter Orleans e Bragança membros da Opus Dei (suas altezas reais e imperiais dom Luiz e dom Bertrand) ?

E que tolice jurídica , a de considerar constituição revogada, de 1824, como válida. Não há inépcia pior. Se é este o “argumento” dos monarquistas em favor da “linha de sucessão” da “família real” Orleans e Bragança, mais me convenço de que eles são muito, muito despreparados e que, definitivamente, carentes de qualquer justificativa plausível em favor do seu deles “direito” ao “trono”.

E que outra tolice, a de se tratar os descendentes do ex-imperador de “sua alteza real” e “dom”. Coisa frívola de vaidosos e badalação boba de revista social fútil.

Eram príncipes os filhos e netos do imperador: os atuais descendentes do ex-Pedro II são-lhe trinetos, tetranetos, pentanetos. Logo, nenhum deles é “dom”, nem “príncipe”, nem “alteza real”. Chega de palhaçada.

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