“A república positivista”. Livro necessário.

A república positivista. Teoria e ação no pensamento político de Augusto Comte” (editora Juruá, 178 páginas), da autoria de Arthur Virmond de Lacerda Neto, mostra que o Positivismo corresponde a uma doutrina política de liberdades civis, políticas e de pensamento.

Ele desfaz a mitologia, tipicamente brasileira, de que a “ditadura republicana” corresponde a um autoritarismo; mostra que ela é sinônimo de governo de liberdades. Se você pensa, porque sempre ouviu dizer assim, que o Positivismo é autoritário, que o regime militar de 64 era positivista, que ordem e progresso significam autoritarismo e capitalismo, você é mais uma vítima da mistificação pregada por certa esquerda e pela direita católica.

Ele exibe  o papel altamente benéfico e progressista dos positivistas brasileiros, na constituição da nossa república; minudencia a influência dos positivistas na redação da constituição de 1891.

A sua leitura é urgente para desmentir as asneiras que os mal informados e os critiqueiros difundem sobre ele. Ninguém mais, das áreas de História do Brasil, Sociologia, Ciência Política e Direito, pode privar-se dele.

Adquira-o da editora, pela ligação abaixo:

http://www.jurua.com.br/shop_item.asp?id=10917

Nos textos de Gustavo Biscaia de Lacerda, este livro consta como da autoria de VIRMOND, A., errada e intencionalmente citado, com a omissão do hemistíquio “de Lacerda Neto”, omissão com a qual Gustavo obscurece-me a pessoa e o livro, e evita, no leitor, a percepção de haver outro Lacerda que se dedica ao Positivismo. Evita, também, a indagação possível, no leitor, sobre qual é o parentesco entre um e outro: ele é irmão, de pai e mãe, de Arthur Virmond de Lacerda Neto, de quem é irmão mais novo.

A mutilação do meu nome é intelectualmente desonesta, porquanto se destina a obscurecer a identificação correta de autor que ele cita; é academicamente errada, pois a forma correta de citá-lo é “LACERDA NETO, A. V.”; é moralmente condenável, pois visa a dissociá-lo de mim, a negar qualquer identificação entre ele e mim. Ela é fruto do ódio que ele me vota, para mais de se inspirar, provavelmente, em outros sentimentos subalternos.

Quem é “A. Virmond” nos livros do pós-doutor Gustavo Biscaia de Lacerda ou a dissimulação desmascarada: aqui.

 

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2 respostas para “A república positivista”. Livro necessário.

  1. Antonio Vinancio disse:

    Numa aula de Inglês, o professor explicava o dístico que se encontra na bandeira do Brasil: “A ordem deve ser imposta à maioria, que vive em condições sofríveis, e, à custa disso, se consegue o progresso de uma minoria.” Lendo superficialmente um livro de introdução à Sociologia, fiquei com a impressão de que o positivismo era uma filosofia conservadora. Averso ao caráter antiprogressista da sociedade feudal e insatisfeito com a anarquia ocasionada pela Revolução Francesa, o positivismo procurou formular uma ordem social que privilegiasse os interesses das classes dominantes do sistema capitalista, vale dizer, da burguesia. Propunha a ciência em favor dos industriais, sendo que a ciência, com suas verdades, exerceria uma função conservadora (em substituição ao clero) e a burguesia substituiria os senhores feudais… Seria essa a nova elite que estabeleceria os caminhos da nova sociedade. O livro era introdutório, tratou rapidamente de Saint-Simon, Auguste Comte e Emile Durkheim.

    • arthurlacerda disse:

      A explicação do professor de inglês é totalmente errada: ordem significa as condições de existência da sociedade, a sociedade em estado estático; progresso significa estas mesmas condições em atuação, em estado dinâmico; jamais o Positiivsmo pretendeu que deva se impor alguma ordem à maioria, para que a minoria prospere. Este professor é ignorante; propagou mentiras. É interpretação marxista e absolutamente falsa a de que o P. procurou privilegiar a burguesia, incrementar o capitalismo e manter desigualdades. O Positivismo adota como princípio a incorporação social do proletariado; é trabalhista; exerceu influência na criação da legislação do trabalho brasileiro; entende que o capital, sendo social nas suas origens, deve sê-lo nas suas aplicações; na Inglaterra, o positivista F. Harrison foi secretário-geral do Partido Trabalhista; a ciência deve ser usada em favor de todos, para o melhoramento das condições de existência das pessoas em geral, e não dos industriais. O que o professor de inglês e o tal livro dizem são mais exemplos da desinformação anti-positivista no Brasil: toneladas de mentiras e de distorções.

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