Naturalidade da nudez.

Anualmente, os estudantes da Universidade de Berkeley promovem a corrida nudista, no interior das suas instalações, em prol da erradição do pudor (entendido como vergonha do corpo, de ver e ser visto nu) e pela naturalização da nudez natural.

Outras universidades americanas também a promovem. Em Meredite (Meredith; Austrália), todos os anos ocorre festival com divertimentos e jogos, de que um consiste em corrida nudista; em Rosquilde (Roskilde; Dinamarca), anualmente a rádio Roskilde promove corrida nudista em derredor das suas instalações. Nas Filipinas, a confraria estudantil Alfa Pi Ômega promove passeio nudista, nas universidades em que há adeptos seus, e pelas ruas das cidades, em público, na presença de estudantes e do povo circunstante.

Na França, 42% das pessoas é nudista doméstica: em casa, andam nus (pai, mãe e filhos); ela e a Croácia recebem, anualmente, um milhão e meio de turistas nudistas, nas suas praias, freqüentadas por gente de todas as idades, inclusivamente crianças.

Na Alemanha, há cerca de 100 anos há escolas nudistas em que, no verão, estão todos despidos. Elas receberam aprovação oficial e foram largamente divulgadas por películas e por exibições ginásticas (nudistas) em Berlim e não só.

O pudor é artificial; provém da herança cristã, que estigmatizou o corpo e a sexualidade. Não há nenhuma parte inerentemente indecorosa no corpo masculino nem feminino: todas as suas partes são igualmente dignas. Envergonhar-se do corpo é tolice e não faz sentido. O brasileiro tem de se libertar da caretice que é reputar as mamas e o pênis vergonhosos: que todas as praias sejam de nudez opcional.

Quem pensa em sexo, só em sexo, e associa nudez com sexo, é o brasileiro, que só encontra a nudez no momento da atividade sexual. Porém ela não é necessariamente sexual: é natural; aliás, associar nudez com sexo e ambos com impudor é típico do brasileiro, que foi ensinado, desde sempre, a envergonhar-se da nudez e a velar o seu corpo, notadamente as mamas, a vagina, o pinto e a bunda.

Vamos descaretizar as mentalidades, em favor da cultura do corpo livre: livre de tabus, de preconceitos, de repressões, de caretices, de pudor (como vergonha de certas das suas partes). O que é natural não deve envergonhar, diziam os antigos (naturalia non turpia). Na Europa e em parte dos E.U.A. , é assim há gerações e décadas.

Se gostou da idéia, difunda-a: faça a sua parte em prol da nudez como naturalidade e inocência, e para erradicar-se o desvalor do pudor como vergonha de certas partes do corpo.

A fotografia foi captada na Universidade de Berkeley, em 2011.

Corrida nua. Berkeley

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