Etica do nudismo.

Texto da minha autoria,no Jornal Olho Nu, 180, de novembro de 2015.

Ética do corpo livre

por Arthur de Lacerda*

 

Definições.

   Chama-se de cultura do corpo livre (freikörperkultur, na Alemanha, por abreviação F.K.K.), livre cultura do corpo, gimnosofia, naturismo ou nudismo, na definição da Federação Naturista Internacional (de 1974), o estilo de vida, com nudez social, para incrementar-se o respeito por si próprio, por outrem e pelo ambiente. É filosofia de vida, forma de ser, de estar, de viver e conviver, em suma, mentalidade, inspirada em valores e princípios de ausência de pudores desnecessários, de vergonhas sem sentido, de reservas irracionais. O nudismo é inteiramente dissociado de intuitos sexuais; ele encara a nudez com naturalidade e não como sinônimo de sexualidade (para o brasileiro, nudez=sexo porque, dada a ausência da cultura do corpo livre, no Brasil, o brasileiro só encontra a nudez no momento da sexualidade, ao passo que, na cultura nudista, dado que a nudez é habitual, freqüente, repetitiva, nudez=naturalidade).

  Nudez social significa a convivência das pessoas em praias e campos de nudismo, de todas as idades (crianças de colo, crianças, jovens, adolescentes, pessoas de meia idade, velhos; homens e mulheres; solteiros, casados; hetero e homossexuais; reúne famílias e avulsos).

  Respeito por si próprio: zelo pela própria saúde, física e mental; recusa de vícios. Aceitação do próprio corpo e sensação de bem-estar com ele. Corpore sano in mens sana.

   Respeito pelo próximo: recusa de violência e do julgamento pelas aparências; fomento da cordialidade e da sinceridade.

  Respeito pelo ambiente: preocupação ecológica, de zelo pelas praias, mares, rios, ar, fauna e flora.

Pudor: vergonha do corpo (é errada a tradução do inglês “modesty”, por modéstia). Somatofobia: recusa da exposição do corpo. Gimnofobia: horror da nudez. Pudicícia ou pudibundaria: excesso ridículo ou descabido de pudor (entra de cueca no chuveiro e retira-se dele de cueca).

  (Os sítios nudistas não se destinam à mixoscopia [volúpia sexual pela observação da nudez alheia] nem à busca de aventuras sexuais. Ao contrário, tais fins sempre foram expressamente repudiados pela filosofia nudista, como eliciam-se dos sítios nudistas quem os procura em vista deles).

Histórico

Na      Grécia antiga, os atletas praticavam ginástica nus (ginástica provém do gregogimnadzein, ou seja, treinar nu) e disputavam as olimpíadas nus (por 550 anos, até a derradeira delas, em 382). Licurgo estabeleceu como regra, em Esparta, a nudez dos rapazes e das moças.

  Os deuses gregos eram representados nus e o corpo era motivo de orgulho para os gregos, porque igual ao dos deuses. As partes sexuais eram partes nobres.

  Em Roma havia termas (balneários) com nudez integral e mista (de homens e mulheres) que se tornaram centros de captação de clientela de prostituição quando se proibiu a nudez nelas.

  No mundo bárbaro (Ásia Menor, antiga Pérsia, atual Turquia) havia dualismo (bi-teísmo: havia 2 deuses, um do mal, outro do bem). Tudo quanto se relacionava com a matéria pertencia à alçada do deus maligno; o corpo, sendo material, pertencia ao deus maligno), ao passo que a mentalidade helênica era de aceitação do corpo.

  A mentalidade dualista ingressou no cristianismo (sendo ateia em relação a ele, ou seja, originava-se de crenças não cristãs) notadamente com a obra de Agostinho de Hipona (santo Agostinho) que insistiu acentuadamente na repugnância pela sexualidade e pelo corpo.

“Jardim das Delícias” de El Bosco

 Ao longo da história do cristianismo, foi recorrente o adamismo (de Adão), prática da nudez por várias correntes cristãs. Os cristãos primitivos eram batizados (adultos) em nudez total; a arte cristã até o século III representava a nudez masculina e feminina.

  Na Idade média, a nudez social era corrente, máximo do século 11 ao 15. As pessoas dormiam nuas, no mesmo recinto, em família, de modo que umas viam a nudez das outras, sem pejo; o desnudamento sem pejo também ocorria na presença de estranhos.

 A Contra Reforma elegeu 2 alvos: o protestantismo e a nudez. Notadamente os jesuítas passaram a combater a segunda pela distinção entre partes dignas e indignas do corpo; pela inculpação da vergonha de ser visto nu; pela censura da arte (as estátuas gregas e romanas, geralmente nuas, receberam aplicações de folhas de parreira na genitália, que também se encobria nas pinturas). O concílio de Trento, de 1545 foi formal: era proibido e pecaminoso ver e ser visto nu, inclusivamente a visão da própria nudez.

O etos repressor da nudez entranhou-se nas populações católicas, o que inclui o Brasil, desde os seus primórdios, com a vinda dos jesuítas, com a expedição de Martim Afonso de Sousa, cuja atividade de evangelização incluiu, desde logo, vestir os índios.

No século 19, foi consensual, entre os médicos alemães, a recomendação da exposição ao ar livre e à insolação, com nudez. Nos anos de 1910, R. Ungewitter publicou, na Alemanha, vários livros de estímulo à nudez, que tiveram amplíssima aceitação. A primeira república espanhola (1931-36) permitiu a nudez social, que se propagou. Na França, M. Kiennet de Mongeot introduziu a nudez no Sparta Club, grêmio nudista que atraiu a alta sociedade francesa (políticos, ministros, aristocratas, literatos, artistas). Na Inglaterra, Alexander Neil (autor do célebre Educação sem medo) e Bertrand Russel (em O casamento e a moral) advogavam a inocência da nudez e a educação nudista. Nestes vários países, reagiu antagonicamente a igreja católica e as pessoas de mentalidade pudica; apesar disto, pastores e padres aderiram aos grêmios nudistas.

Atualidade.

Há vários anos, em inúmeras cidades do exterior (Nova Iorque, Lisboa, Barcelona, México, Londres e al) e do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e não só) realizam-se, em anos sucessivos, as pedaladas nuas, em que centenas de ciclistas percorrem, nus, as ruas das cidades, sob autorização das autoridades, com liberdade de fotografar-se e sem coação policial. Na Alemanha, há sete milhões de nudistas e lá é permitida a nudez integral em todas as áreas naturais. Na Dinamarca, é legal o desnudamento completo em todas as praias. Na mesma Alemanha e na Califórnia, existem, há cerca de 80 e 60 anos, escolas nudistas, em que alunos (rapazes e moças) e docentes acham-se nus.

A Croácia e a França recebem, cada qual, anualmente, um milhão e meio de turistas nudistas por ano, com grande proveito financeiro para as respectivas economias.

Em Nova Iorque, em Londres, em Berlim, é livre a nudez em público: é permitido andar-se despido nas ruas, nas lojas, nos mercados, no metrô.

Na Europa, há mais de um milhar de praias de nudismo e quase cinco centenas de campos e grêmios de nudismo; 42% dos franceses são nudistas domésticos: no lar, em família, despem-se (marido e mulher, filhos e filhas, crianças, jovens, adultos e velhos).

Na generalidade das praias europeias as mulheres andam de mamas ao vento: admite-se e pratica-se, com inteira normalidade e naturalidade, o monoquíni (“topless”).

Na Inglaterra, na Holanda, na Bélgica, na Espanha, em Portugal, na Áustria, na Alemanha, na Suécia, na Finlândia, na Noruega, na Suíça, na Croácia, na Grécia, no Japão, em várias regiões dos EE.UU.AA. (notadamente na Califórnia), aceita-se ampla ou muito amplamente a nudez social e doméstica. Na Itália, a aceitação parece um pouco menos ampla.

Inquérito efetuado em 1993, na França, apurou que 89% dos franceses avaliavam positivamente a nudez integral: 75% deles com naturalidade e 67% com liberdade. Hoje, tais percentuais serão superiores.

Nas universidades de Michigan, de Berkeley, de Chicago, promovem-se, tradicionalmente, corridas de nus, pelos corredores e campi, no intuito pedagógico de se patentear a naturalidade do corpo e da nudação. Em Roskilde (Dinamarca) e em Meredith (Austrália) celebram-se, também, corridas festivas de nus. Em várias universidades das Filipinas, a confraria Alfa Pi Oméga promove, anualmente, manifestações pacíficas e ordeiras em público, em favor de causas variadas, com os seus membros despidos. Em Londres, é tradicional o banho dos estudantes, no rio Tâmisa, vestidos de gravata.

Há, no Brasil e nos EE.UU.AA., nudistas cristãos, que invocam a religião e os evangelhos em favor da nudez. Na Europa, há padres e pastores nudistas, freqüentadores, uns e outros, de campos e praias de nudismo (acompanhados, os pastores, das respectivas mulher e filhos).

A cultura do corpo livre existe na Alemanha, na Áustria, na Finlândia, na Suécia, na Dinamarca, na Noruega, na Suíça, na Croácia, na Grécia, na Espanha, em Portugal, na Itália, na França, no Reino Unido.

No Reino Unido, é tradicional a chispada (do verbo chispar): em eventos públicos, alguém (o chispante), de súbito, percorre o local, correndo e nu.

Em outubro de 2015, o tribunal de São Paulo decidiu não constituir crime de ato obsceno a exposição das mamas (da mulher) onde a exposição dos mamilos (do homem) seja permitida.

Estudos demonstram que as crianças criadas em famílias e ambientes nudistas apresentam mais sanidade psicológica, pela ausência do sentimento de vergonha, do receio de serem vistas nuas, pela naturalidade com que aceitam as alterações porque passa o corpo ao longo da vida, pela educação sexual.

Fundamentos da ética do nudismo.

1) A nudez não é obscena. A nudez é natural. O estado de nudez corresponde ao estado natural do ser humano; o estado de vestido constitui-lhe estado artificial. Calha a sabedoria dos antigos: naturalia non turpia, o natural não envergonha, não deve envergonhar; humana non sunt turpia, o humano não envergonha, não deve envergonhar.

O corpo é natural e não contém, inerentemente, nenhum motivo de pejo. Todas as suas partes são igualmente dignas; é incompreensível a distinção, gratuita e preconceituosa, entre partes decentes e indecentes, entre partes suscetíveis de exposição e partes obrigadas à ocultação.

Reputarem-se dadas regiões do corpo como inapresentáveis depende das convenções sociais, frequentemente irracionais e passageiras. Nenhuma região dele é, por si, obscena, inclusivamente o pênis, as mamas, as nádegas, partes tão naturais quanto os olhos, as orelhas, as mãos, que os gregos da antiguidade reputavam partes nobres e que o cristianismo estigmatizou como partes indecentes, com a obra de Agostinho de Hipona (séc. IV).

Surpreende especialmente considerarem-se obscenas, indecentes, vergonhosas as mamas, órgãos alimentares que propiciam alimento e vida à criança incapaz de alimentar-se por outra forma e de sobreviver. Se as mamas são indecorosas por desempenharem algum papel sexual, pela mesma lógica dever-se-ia amordaçar a boca, vendar os olhos e manter as mãos em luvas.

2) A nudez é inocente. Ela não contém, por si só, nenhum sentido de criminalidade, de malefício, de prejuízo a quem quer que seja. Estar nu, mesmo em público, não passa disto mesmo: achar-se destituído de indumentária. Se a alguém incomoda a visão de nus, que o incomodado não os contemple. Ninguém é obrigado a deter o olhar e a atenção ao que lhe desagrada. É assim em relação a tudo; deve ser assim, também, quanto ao desnudamento alheio.

Até recentemente, alguns retrógrados hostilizavam a homoafetividade sob a alegação de que ninguém era obrigado a ver dois homens de mãos dadas ou a beijarem-se e que tais cenas repugnavam-lhes. Quem não gosta delas, não fixe nelas o seu olhar. O mesmo passa-se com a nudez alheia.

Inexiste nenhum efeito maligno sobre as crianças. Na Europa nudista, crianças de todas as idades freqüentam praias e campos de nudismo, piscinas e clubes recreativos, em nudez, em meio a adultos (familiares e estranhos) despidos, como elas. A experiência da nudez social é antiga de mais de um século, maiormente na Alemanha e jamais se observou nem erotização dos infantes nem qualquer prejuízo à formação das crianças. Ao contrário, estudos efetuados nos EE.UU.AA. demonstram o acréscimo de auto-estima, de sociabilidade, de equilíbrio psicológico nas crianças nudistas ou criadas em famílias nudistas.

3) A nudez não equivale a erotismo. Imaginam em contrário, comumente, os brasileiros, porque a repressão da nudez habitual leva-os a encontrarem-na exclusivamente no momento da cópula. Daí a sua associação, por automatismo, de nudez com sexualidade, quando a primeira independe da segunda.

A experiência universal dos nudistas é a de que, se porventura há alguma excitação sexual nos primeiros momentos de exposição à nudez e de convívio com nus, ela rapidamente se desvanece, porque se banaliza: aquilo a que nos habituamos perde-nos o atrativo, torna-se-nos sensaborão. Rapidamente perde a graça erótica o convívio com gente cujo corpo, no mais das vezes, não nos atrai; cujos corpos são, no mais das vezes, pouco atraentes. Rapidamente o nudista habitua-se à presença dos demais nus e a sua e alheia nudez perde o caráter virtualmente erótico para tornar-se banal, trivial. Todos os testemunhos de nudistas declaram neste sentido.

Machismo x nudismo. O marido machista entende a sua mulher como seu objeto de propriedade sexual e supõe que os outros homens olham-na como objeto sexual, motivo porque lhe repugna que eles a vejam nua. Ao marido nudista não repugna que os outros homens vejam a sua mulher nua, porque ele não a percebe como seu objeto de propriedade sexual nem supõe que os outros homens a percebam assim. Para o marido nudista, a sua mulher não é objeto sexual, é pessoa; não é coisa, é gente.

4) A nudez constitui forma de liberdade. Liberdade significa a faculdade de atuarmos, de sermos, de estarmos, consoante a nossa inclinação, a nossa preferência, a nossa decisão. Assim como há liberdade na escolha do traje que envergamos, deve haver liberdade de optarmos por traje nenhum: o nudista exerce-a.

Toda forma de liberdade individual limita-se pelo prejuízo que inflige a terceiros. A ausência de roupas em alguém não causa dano nenhum a ninguém ou, no máximo, ao próprio despido, em face do frio, se for o caso.

O nudista não obriga a ninguém a desnudar-se, não impede ninguém de vestir-se; a sua ação, exercida sobre si próprio, limita-se a si próprio.

5) A nudez constitui forma de soberania individual. Minha casa, minhas regras. Meu corpo, minhas regras. Por que seria “meu corpo, regras alheias?”. Se alguém despe-se, a sua nudez é da conta dele, e não da dos outros. É como tudo: não gosta, não use. Desagrada-lhe a nudez ? Vista-se, porém não podem os vestidos interferir na liberdade de quem deseja desnudar-se. Viva e deixe viver.

6) A obrigação de vestir-se invade a liberdade individual. O nudista não se envergonha do seu corpo e repele a distinção de partes obscenas e partes apresentáveis do corpo humano, motivo porque não se peja de expor-se nu e não sente necessidade de ocultar nenhuma parte dele, designadamente a genitália e as mamas. Os indivíduos vestidos encobrem tais regiões (a) por costume, por imitação; repetem em si, mimeticamente, o que os demais praticam, sem nenhuma reflexão crítica acerca da prática alheia nem da sua própria imitação; (b) por vergonha de desvelarem certas regiões do seu corpo.

O nudista, por sua vez, não reconhece nenhum motivo porque se envergonhar de nenhuma região do seu corpo e exerce juízo crítico acerca do encobrimento que as pessoas praticam por espírito de rotina; ele não comunga dos sentimentos e valores alheios e, no entanto, acha-se constrangido a encobrir o seu corpo ou partes dele, por conta destes mesmos sentimentos e valores: a obrigação de vestir-se invade a esfera da sua liberdade de comportar-se conforme os seus valores e princípios; tal obrigação impõe-lhe práticas resultantes de critérios morais de terceiros, que ele, conscientemente, recusa.

7) A nudez natural constitui direito humano. A nudez não erótica, não exibicionista, como simples forma de estar, constitui direito da pessoa, na medida em que lhe equivale ao exercício da liberdade de optar entre vestir-se e não o fazer, de viver segundo os seus princípios (de inexistência de pejo do próprio corpo), de dispor do seu corpo.

O artigo 233 do Código Penal (ato obsceno).

Na França, em 1994, revogou-se o crime de atentado ao pudor, análogo ao deste artigo e substituiu-se pelo de exibição sexual; na Espanha fez-se o mesmo em relação ao antigo crime de escândalo público. Ou seja: o Estado passou a abster-se de julgar questões morais, de foro íntimo, relativas aos julgamentos que cada cidadão formula segundo a sua subjetividade e pune exclusivamente os comportamentos em que alguém molesta a outrem sexualmente.

No Brasil, o artigo 61 da lei de contravenções penais pune o comportamento de importunar alguém, em lugar público ou acessível ao público, de modo ofensivo ao pudor.

Compreende-se a existência deste artigo, na medida em que a liberdade de cada desnudo limita-se pela dos seus semelhantes, da mesma forma como a de cada vestido cessa onde interferir na de outrem, ou seja, vestido ou despido, o limite da ação individual consiste na interferência manifestamente prejudicial que infligir a terceiros.

Nestas condições e apenas nelas é que a nudez pode ser reprimida, não por si própria, não devido ao estado de desnudamento, porém pelo comportamento importuno, suscetível de ser cometido por um vestido ou por um despido (por exemplo: balançar o quadril encostado nas nádegas de alguém).

A existência do artigo 61 é suficiente em relação aos limites dos comportamentos individuais, na medida em que exige uma vítima que o seja efetivamente, ao passo que o artigo 233 pune comportamentos sem exigir vítimas efetivas. No artigo 61, é necessária a existência de mal efetivo (a importunação), enquanto no artigo 233 é necessário comportamento (ato) cuja qualidade moral se censura, sendo-lhe dispisciendo qualquer mal real a quem quer que seja.

Não faz sentido manter-se a existência do artigo 233; quando menos, é injustificável e absurda a sua invocação para a repressão do estado de nudez que, inocente, não produz dano em ninguém e não constitui, por si só, importunação, mesmo porque a nudez não é ato, mas condição. Ato=ação, atividade. Nudez=condição e não atividade.

Tramita projeto de reforma do Código Penal, em que se mantém o artigo 233.
É diferente a nudez pura e simples, da exibição sexual. Estar nu não equivale a exibir-se eroticamente, mesmo porque tal exibição é suscetível de ocorrer em vestidos.

Enquanto o nudista não cometer importunação, enquanto limitar-se a estar nu como se estivesse trajado, é indiferente, é irrelevante a sua nudez; nestas condições, ela diz respeito ao próprio e não a outrem, e não à polícia nem ao Código Penal.

Livros: História do pudor, de Bologne (ótima tradução portuguesa, publicada no Brasil); Corpos nus, de Paulo Pereira; Histórias íntimas, de Mary del Priore.

*Arthur Virmond de Lacerda Neto

arthurlacerda@onda.com.br

(enviado em 9/11/15)

 

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