Livros que recomendo.

Livros que recomendo.

            500 anos. Uma nova dialética, de Raimundo Lisboa, retifica lugares-comuns relacionados com a suposta desvantagem da colonização portuguesa no Brasil.

            O mundo que o português criou, de Gilberto Freyre, retifica lugares-comuns no que respeita aos supostos males da colonização portuguesa no Brasil.

            Nordeste, de Antonio da Silva Melo, retifica lugares-comuns quanto à suposta inferioridade racial do mulato e do mameluco, no nordeste brasileiro.

            Fórmulas políticas do Brasil holandês, de Mário Neme, retifica os lugares-comuns relativos à suposta excelência da ocupação holandesa no Brasil.

            Estados Unidos. A formação da nação, de Leandro Karnal, retifica (nos seus capítulos iniciais) lugares-comuns relativos à suposta excelência da colonização inglesa nos E. U. A.

            Sete mitos da conquista espanhola, de Matthew Restall, retifica alguns lugares-comuns concernentes à conquista espanhola da América Central.

Bosteja-se sobejamente no Brasil, acerca das nossas origens: há que ler os livros que indiquei.

 

Alguns bons livros para cultura mínima.

*sobre o Brasil colonial, recomendo “A idade de ouro do Brasil”, obra-prima de C. R. Boxer;

*sobre os méritos da colonização portuguesa e a sua superioridade face à inglesa nos atuais E. U. A., recomendo “500 anos do descobrimento- uma nova   dialética”, de Carlos de Mendonça;

* desmentidos à superioridade holandesa no Brasil, “Os holandeses no Brasil: mitos e verdades”, de J.F. da Rocha Pombo; “Fórmulas políticas do Brasil holandês”, de Mário Neme.

*”O mundo que o português criou”, “Novo mundo nos trópicos”, “Um brasileiro em terras portuguesas”, de Gilberto Freyre.

*em matéria de sabedoria de vida, são muito construtivas as “Meditações” do imperador Marco Aurélio; o “Manual” de Epiteto ensina a enfrentar a vida nas suas adversidades (aparece com outros títulos, porém o autor é sempre Epiteto);  “Os dez mandamentos da ética”, do brasileiro Gabriel Chalita;

* “Reflexões sobre a vaidade dos homens”, de Matias Aires, é do século 18, brilhante na concepção e na redação;  *”A arte da prudência” de Baltasar Gracian , mostra como defender-se da maldade humana e mesmo como praticá-la (!) ;

*são boas ficções “Gil Blás de Santillana”, de Le Sage, na tradução do português Bocage, é uma divertida história de aventuras na Espanha; “O Memorial do Convento”, de Saramago, é  obra-prima; “A luneta mágica”,de Joaquim Manoel de Macedo é brilhante na sua concepção e na sua execução, mostra a não ser ver a maldade onde há bondade, e a vê-la onde ela existe; de Eça de Queiroz são divertidos “A capital”, “Os Maias” e “A cidade e as serras”; “O bobo”, de Alexandre Herculano; “O Ateneu”, de Raul Pompéia; Machado de Assis, em geral.
*em matéria de autobiografias, são notáveis as de João Stuart Mill e as “Memórias de 1848”, do Conde de Tocqueville; as Memórias de B. Cellini; a Autobiografia de Benjamin Franklin,

*como repositório de experiências construtivas, para o pessoal jurídico, recomendo “Eles, os juízes”, de P. Calamandrei;

*como análise do nosso tempo e da mentalidade nossa coeva, é importante “A rebelião das massas”, de Ortega y Gasset, autor recomendável, em geral.

*como análise da revolução francesa e da mentalidade que a fez, é ótimo “O antigo regime e a revolução”, do conde de Tocqueville, escrito em um francês brilhante e de que há traduções;

*em matéria de história antiga, a “Hístória da república romana”, de Oliveira Martins é empolgante;

*sobre a amizade, “Lélio, ou a amizade”, de Cícero e “Tratado da amizade”, da marquesa de Lambert;  “A amizade”, de F. Alberoni; “Educar para a amizade”, de Gerardo Castillo.

*sobre a amizade, o casamento, a família, “Sentimentos e costumes”, de André Maurois,  é obra-prima de observação;  *para aprender-se a pensar, a celebérrima “Etica a Nicômaco” ou Grande Etica, de Aristóteles, recomendado por A.Comte;  * “Opúsculos de filosofia social”, de Augusto Comte,

*”Descartes” e “A Idade Média”, de Ivan Lins; * “Os homens e Deus”, de Voltaire; *”A moral positiva”, de P. Laffitte (tradução brasileira de truz),

* sobre homossexualidade, “A questão homossexual”, de Marc Oraison; “Homossexualidade. Uma história”, de Colin Spencer,

* “Discurso sobre o espírito positivo”, de Augusto Comte.

*Ensaio sobre a liberdade, de J. Stuart Mill.

*sobre a teologia, origem da idéia de deus, crítica da moral teológica e outros temas correlatos, “A filosofia teológica”, do positivista Luis Pereira Barreto; “Por que não sou cristão” e “A perspectiva científica”, de Bertrand Russell; “Escolas filosóficas”, de Ivan Lins; “O anticristo”, de Frederico Nietschze.

*sobre a influência positivista na república brasileira, “A república positivista”, terceira edição, de Arthur Virmond de Lacerda Neto; “A desinformação anti-Positivista no Brasil” , do mesmo autor.

  *  Da vida sóbria, de Cornaro;

*  Córidon, de André Gide ;

*Memórias do escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto;

* O enigma da religião, de Rubem Alves;

* História trágico-marítima, de Bernardo Gomes de Brito;  

 *D. Quixote, de Cervantes;

 *A pátria portuguesa ; * Os sertões, de Euclides da Cunha;

 *Minha vida e minha obra, de Henrique (Henry) Ford;

* A invasão vertical dos bárbaros, de Mário Ferreira dos Santos.

São recomendáveis as obras, completas, de Machado de Assis, Aloísio de Azevedo, Ortega y Gasset, de Gilberto Freyre, de Norberto Bobbio. De Gilberto, especificamente O mundo que o português criou, Novo mundo nos trópicos, Aventura e rotina.

São ruins as traduções brasileiras de cerca de 1980 a esta parte; são recomendáveis todas as traduções portuguesas.

Os dois livros mais maravilhosamente escritos da língua portuguesa (dos que li) são o Memorial do Convento, de Saramago, e Visão do Paraíso, de Sérgio Buarque de Holanda. Malgrado os seus títulos, nenhum deles trata de matéria religiosa.

Satiricon, de Petrônio, é divertido quadro de costumes de Roma, do séc. I, com as aventuras de 3 rapazes bissexuais. Tradução excelente, brasileira, de Marcos Santarrita.

 

 

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