Casamento homo.

Novembro de 2017.

O professor de Direito expunha a analogia e tomou, como exemplo, o casamento homo em relação ao casamento hetero.
Um aluno pediu-lhe a palavra:
– O senhor tem que tomar cuidado com o que diz. Eu não levo jeito nem ninguém na minha família !! Eu sou totalmente contra !! Eu tenho um filho de sete anos; que é que eu vou dizer p`ra ele se ele ver (sic) dois homens se beijando ?!

-Eu […] sou totalmente a favor. Que é que você diria para os seus filhos, não sei; não sou o pai deles. Sei o que eu diria para os meus: que há homens que gostam de homens e homens que gostam de mulheres. Você, como jurista ou futuro jurista, tem de aprender a ver as coisas à luz do direito, independentemente da sua religião; não sei se a tem nem quero saber.

Olhares para o docente e para o aluno, com sorrisos.
Silêncio.

O professor adiu:
– A homossexualidade existe em todos os povos da Terra, em todas as classes sociais, em todos os períodos da história. Também existe em 1500 espécies animais, notadamente nos animais superiores. Se há uma coisa que é natural, é a homossexualidade.

Olhares arregalados.
Silêncio.

Ninguém é obrigado a casar-se, seja lá com quem for; porém alguns querem impedir os outros de se casarem. A liberdade de um termina onde principia a dos demais. Alguns, porque não gostam e não usam, querem que os outros, que querem, sejam proibidos de usar.

É contra ? Então, não se case com nenhum homem.

Intolerância. Este tipo de intolerância representa mentalidade arcaica e já intolerável. Costuma ter matriz cristã, notadamente neo-pentecostal. Muitos religiosos, neste particular, não contribuem em nada para melhorar a vida do seu semelhante; ao contrário, porém pregam (?) o amor ao próximo e, nisto, não o praticam.

Alguns sabem contrariar a felicidade alheia e pretendem imiscuir-se na vida privada alheia; não sabem ensinar aos seus filhos a respeitar o próximo. Quanto a “amar o próximo”, lá isto (para alguns) são apenas discursos…

(Digo nada sobre se ele alcançou entender o que é a analogia e como, juridicamente, ela se aplica em prol do casamento homo, malgrado o docente dissertasse a respeito [invocou o casamento homo à guisa de exemplo], à luz da analogia e da eqüidade [conceitos jurídicos; instrumento da vida judicial o primeiro e princípio, aliás constitucional, o segundo.]. O professor explica, demonstra, expõe racionalmente, porém… é mais fácil desfazer um átomo do que certos preconceitos, ponderava Alberto Einstein. É o caso.).

É pecado… pecado… ora, se me importo com isto…

Perseveremos, os adesos à liberdade para todos, ao respeito para com todos, ao amor para todos.

Aconteceu comigo, em aula minha, de Teoria do Direito.

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